Saturday, January 07, 2006




É mole?
Conceição Lemes
"Por desinformação, os homens caem em muitas ciladas"
Nos últimos meses, pesquisas divulgadas na mídia certamente deixaram muitos homens com a pulga atrás da orelha. O Banco de Sêmen e da Unidade de Reprodução Humana do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, fez um alerta: a quantidade e a qualidade dos espermatozóides do brasileiro estão diminuindo. Amostras de sêmen de 198 doadores, com 30,8 anos em média, foram coletadas de 1994 a 2003. A produção baixou de 40 milhões de espermatozóides por mililitro ejaculado para 35, 36, 37 milhões; acima de 20 milhões, é normal. “Dez anos não significam nada em termos de evolução da espécie humana; é um cisco”, acautela-se o médico urologista Sidney Glina, coordenador do estudo, especialista em reprodução humana e disfunção erétil. “No entanto, o declínio da quantidade e qualidade do sêmen é fato. A queda de 10% a 20% é estatisticamente significante.”Estudos em cidades com perfil semelhante a São Paulo, como Paris, na França, Los Angeles e São Francisco, nos EUA, detectaram o mesmo fenômeno. Já na população de Nova York aconteceu o oposto. O motivo desses resultados controversos não se sabe. Na lista das possíveis causas do declínio dos espermatozóides, a industrialização, a poluição ambiental, o uso de subtâncias químicas, a repetida exposição a agentes perigosos no trabalho e muito estresse psicológico na vida profissional. Outro alerta foi publicado na revista “Journal of Sexual Medicine”, da International Society of Sexual Medicine. Na verdade, um conjunto de 12 trabalhos científicos realizados na Itália e nos Estados Unidos, que confirmou temor antigo: andar de bicicleta pode mesmo causar disfunção erétil, ou impotência sexual. “O problema são os bancos, particularmente os tradicionais, estreitos e duros, em forma de gota e ‘nariz’ pontudo”, explica Glina. Os selins comprimem o períneo (área entre o saco escrotal e o ânus), na qual existem vasos sangüíneos e nervos responsáveis pela irrigação e sensibilidade do pênis. A compressão constante pode levar progressivamente à redução do fluxo sangüíneo e à perda da qualidade da ereção. Corre risco quem anda de bicicleta muitas horas por semana; quem pedala ocasionalmente ou por curtos períodos, tudo indica que não. “Tanto a infertilidade masculina quanto a impotência sexual podem decorrer de diversos problemas orgânicos”, observa Glina. “Mas, na prática, o grande obstáculo à fertilidade e à potência são as armadilhas que os próprios homens criam para si, como usar pílulas facilitadoras de ereção sem precisar, recorrer a anabolizantes para criar massa muscular e abusar do álcool.” NoMínimo resolveu, então, por tudo isso em pratos limpos com Sidney Glina. Ele é professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), já presidiu a Sociedade Internacional de Pesquisa de Disfunção Erétil e acaba de assumir a presidência da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).Doutor, existe uma receita para manter a potência sexual e a fertilidade masculina?Há, sim. O problema é que, muitas vezes por desinformação, os homens caem em ciladas que eles mesmo criam. O brasileiro ainda hoje confunde infertilidade com impotência sexual. Muito?De vez em quando, um me pergunta no consultório: “Doutor, se consigo manter relações sexuais, sou fértil, certo?” Ou: “Se ejaculo, também sou fértil, né?” São idéias erradas, que acabam se tornando armadilhas. Manter relações sexuais e ejacular não são atestado de fertilidade de homem nenhum. Mais: infertilidade não tem nada a ver com impotência nem deixa nenhum homem menos macho. Infertilidade é a incapacidade de um casal gerar um bebê após um ano de relações sexuais regulares sem usar qualquer método contraceptivo. Em 50% dos casos de infertilidade, o homem tem problemas reprodutivos; nos outros 50%, a causa está na mulher. Só que, por ignorarem isso, muitos jogam a culpa na mulher, e deixam de se tratar. Pelo mesmo motivo, eventualmente alguns desenvolvem impotência psicológica quando se descobrem inférteis. Diante dos resultados da sua pesquisa, todo brasileiro deveria estocar sêmen?No momento, não. A recomendação para congelar sêmen é apenas para situações em que há possibilidade de grande alteração dos espermatozóides. Por exemplo, quando o homem vai se submeter à quimioterapia ou à radioterapia para tratamento de câncer, pois algumas drogas e a radiação podem lesar os testículos. Portanto, o congelamento seria uma espécie de seguro. Também é recomendável a homens que trabalham em plataformas submarinas, devido à profundidade, e àqueles que lidam com radiação. Nos Estados Unidos, é lei em alguns estados para funcionários de usinas nucleares. A fertilidade do brasileiro está mesmo diminuindo? Aparentemente, sim. Mas, é impossível assegurar que a diminuição de produção do número de espermatozóides por si só eleve a infertilidade do homem brasileiro. Agora, com certeza, a infertilidade do casal brasileiro está aumentando, e o motivo comprovado é a mulher. Hoje, as mulheres deixam para ter filhos aos 30, 35 anos. Nessa idade, as mulheres não são tão férteis quanto aos 18, 20 anos, quando compensariam a imensa maioria dos problemas masculinos de infertilidade. Então, qual o significado prático dos resultados da pesquisa? Algum doador ficou infértil?Nenhum ficou infértil ao longo dos dez anos do estudo. Nós analisamos o espermograma dos homens que doaram sêmen de 1994 a 2003. Ao todo, 198 doadores, com 30,8 anos em média. Nós notamos que a quantidade dos espermatozóides foi diminuindo. Nesse período, a produção baixou de 40 milhões de espermatozóides por mililitro ejaculado para 35, 36, 37 milhões. Uma queda estatisticamente significante de 10% a 20%. Mas nenhum atingiu 20 milhões de espermatozóides por mililitro de sêmen ejaculado. Apenas considera-se infértil o que produz menos que isso. Por isso, insisto: não há motivo para apavorar-se e congelar sêmen. Já para nós que mexemos com reprodução humana é mais um alerta. Temos que pesquisar a questão a fundo, para saber o que está acontecendo, e tentar ajudar. A qualidade dos espermatozóides também foi alterada?Tanto a quantidade quanto a qualidade. Quando um dos parâmetros deprime, o outro geralmente cai junto.Quais as causas desse declínio?Há várias hipóteses em estudo: industrialização, uso de substâncias químicas, repetida exposição a agentes perigosos no trabalho, muito estresse psicológico na vida profissional, poluição ambiental. Por exemplo, a doutora Rebeca Sokol, de Los Angeles, acha que algum fator ambiental pode estar impactando na fertilidade masculina, mas ainda não sabe qual. A resposta para essa deterioração da qualidade do sêmen em várias regiões do mundo só teremos nos próximos anos. Por falar em resposta, pesquisas realizadas nos Estados Unidos e Itália e recém-divulgadas confirmaram o que se suspeita desde fins da década de 1990: andar de bicicleta causa impotência sexual. De fato, não há mais dúvida de que andar de bicicleta pode causar impotência sexual. Agora, o perigo não é o pedalar propriamente dito, mas os selins. Os bancos tradicionais (duros, em formato de gota e “nariz” grande) comprimem o períneo, aumentando em sete vezes a pressão na região. Daí, o risco potencial de disfunção erétil. Explique melhor, por favor.O períneo é a área entre o saco escrotal e o ânus. Por ele, passam vasos sangüíneos e nervos que, respectivamente, irrigam o pênis e dão-lhe sensibilidade. Quando se senta num selim duro, esses vasos e nervos podem ser comprimidos. Com o tempo, essa pressão pode diminuir o fluxo de sangue no pênis, e prejudicar a ereção. Todo homem que anda de bicicleta corre risco?Não. Quanto mais se anda de bicicleta, maior a possibilidade de disfunção erétil. Logo, quem pedala muitas horas por semana tem risco. Já quem o faz ocasionalmente ou por curtos períodos, tudo indica que não. Por via das dúvidas, acabei de trocar o selim da bicicleta do meu filho de 15 anos. Por outro lado, andar de bicicleta é um exercício aeróbico muito eficaz para manter as condições cardiovasculares. Logo, é importante ter um selim adequado e fazer exercícios.Substituir o selim protege?Assentos sem “nariz” seriam o ideal, mas ainda não existem. Por ora, o jeito é substituir o selim tradicional por um ergonômico, feito de silicone, furado no meio. E ao mínimo formigamento ou perda de sensibilidade, parar de andar. Formigamento e anestesia são sinais de que está havendo compressão de nervos, que podem ser importantes; conseqüentemente, há algo errado com o banco. O senhor atende pacientes da rede pública e particulares. Como eles reagiram a essas duas más notícias?Preocupados, claro.O que disse a eles? A infertilidade masculina pode ter várias causas: fatores genéticos, varicocele (varizes dentro do escroto), infecções genitais, malformações. Assim como a impotência sexual pode ter fatores emocionais e/ou orgânicas. Mas repito: na prática, o grande obstáculo à fertilidade e à potência plenas são as armadilhas que os homens criam para si no dia-a-dia, gerando às vezes infertilidade e/ou disfunção erétil. A propósito, hoje em dia basta juntar uma rodinha de homens para as pílulas facilitadoras da ereção (Viagra, Cialis e Levitra) entrarem na conversa. Tudo bem adolescentes e jovens usarem-nas a torto e a direito como parece que vêm fazendo? Não, pois correm grande risco de ficar psicologicamente dependentes, e, aí, só funcionarem na base da medicação. Portanto, é uma armadilha. Quer dizer que a brincadeira pode acabar mal? Infelizmente, sim. Costumo dizer que há três tipos de usuários dessas pílulas facilitadoras de ereção. Os pacientes que vão ao médico devido a dificuldades de ereção, e o médico prescreve uma delas. Há os homens maduros que querem dar uma turbinadinha para uma relação sexual eventual; por exemplo, na hora do almoço, com horário estipulado para voltar ao trabalho. Eles têm pressa, então tomam o remédio quando chegam ao motel. Aí, dão uma por conta deles, outra por conta do remédio. Normalmente, não usam a medicação com freqüência. E há um terceiro contingente de usuários, que desconfio seja o maior, formado por homens que utilizam o remédio porque têm medo, insegurança. São principalmente jovens, inclusive adolescentes. Como esse terceiro grupo de usuários pode desenvolver impotência?Esses homens, jovens e adolescentes têm um ponto em comum: ereção perfeita, mas, por medo de falhar, eles recorrem a uma das pílulas existentes no mercado, para “mostrar serviço” ou “ter certeza de que o pênis vai funcionar”. Eles sabem que o remédio pode dar uma ajudazinha. Então, na primeira vez, usam geralmente com a namorada nova. Aí, na próxima saída, eles usam também, pois receiam que não dê certo. E, assim, vão usando sucessivamente. Com o tempo, esses indivíduos têm grande probabilidade de ficar dependentes psicologicamente da medicação. Começam a achar que só funcionam na base da medicação. E, se não usarem, podem realmente falhar. É uma das causas de disfunção erétil psicológica. Que outras ciladas os homens armam contra a própria potência sexual e fertilidade?Várias. A boa ereção depende não apenas do psiquismo “inteiro”, mas também de nervos, artérias, veias, hormônios e músculos envolvidos no processo íntegros. Por isso, ao usar cocaína, o homem corre risco de promover danos à ereção. Explico. A cocaína, mesmo consumida eventualmente e em pequenas doses, pode levar à atrofia da musculatura dos corpos cavernosos, ou seja, das estruturas do pênis que, uma vez cheias de sangue, permitem a ereção. Com a manutenção do hábito, a lesão é irreversível. Aí, só prótese peniana. Em compensação, a cocaína afeta pouco a fertilidade masculina. E a maconha?Compromete menos a ereção do que a cocaína. O que a maconha pode provocar, assim como a cocaína, é alteração na ejaculação. Ambas atrapalham a concentração, dificultando a excitação. Assim, sob efeitos delas, o indivíduo ejacula mal. Agora, a maconha, o crack e a heroína contêm substâncias tóxicas aos espermatozóides, afetando-os profundamente. Mesmo usuários de fins de semana dessas drogas têm diminuição de espermatozóides. E a bebida alcoólica?Em excesso, o álcool, entre outras conseqüências à saúde, lesa os nervos penianos. Assim, a ordem enviada pelo cérebro aos corpos cavernosos, para que se encham de sangue, não chega direito. O resultado é dificuldade de ereção. Segundo pesquisas, de 8% a 54% dos homens alcoólatras são impotentes. Além disso, homens que bebem freqüentemente têm mais dificuldade de engravidar suas parceiras por causa de dois problemas: diminuição do volume do esperma, pois o sêmen, em vez de ser empurrado para a uretra, é ejaculado para trás devido a uma alteração neurológica; ou insuficiência hepática, que pode levar à diminuição dos hormônios responsáveis pela produção dos espermatozóides. E o cigarro?Não há nenhum trabalho científico demonstrando que o cigarro diminui a fertilidade. Já a potência sexual reduz, sim. A nicotina dificulta a entrada de sangue no pênis e, conseqüentemente, a ereção. A quantidade de nicotina contida em dois cigarros é suficiente para inibir a ereção de adolescentes. Para agravar, a longo prazo, o cigarro leva à formação de placas de gordura nas artérias, estreitando-as, ou seja, pode comprometer a ereção no futuro. Charuto e cigarrilha acarretam os mesmos malefícios que o cigarro. Que outras armadilhas tem detectado?As “bombas” de anabolizantes, muito comuns em academias. No Brasil, são crescente causa de infertilidade. Por um mecanismo hormonal, fazem com que o indivíduo pare de produzir testosterona, impedindo a produção de espermatozóides. Em 10% a 20% dos casos, o dano é irreversível. Também por um mecanismo hormonal, as “bombas” levam à impotência sexual.É verdade que remédios contra queda de cabelo à base de finasterida (Propecia, Pracap, Pro Hair, Finasterida Calvin, Finasterida Finastec, Finasterida Euro ou Finasterida Merck) podem causar infertilidade?No estudo em que a Food and Drug Administration, a FDA, se baseou para aprovar a finasterida, o medicamento não afetou a fertilidade. O estudo utilizado pela agência americana foi feito com voluntários sadios durante seis meses. Porém, num trabalho que fiz recentemente com pacientes com outros fatores que podiam causar infertilidade - varicocele, por exemplo -, ficou comprovado que o uso crônico da finasterida altera o sêmen, mas de forma reversível. Trabalhos feitos por outros colegas no exterior comprovaram: em homens inférteis, a finasterida pode agravar a infertilidade. Isso é importante porque, se o indivíduo interromper a medicação, pode resolver o problema sem operar a varicocele. Por isso, a recomendação a todo usuário de finasterida que está tentando engravidar e não consegue é suspendê-la. A produção de espermatozóides volta ao normal.E os efeitos do álcool, maconha, cocaína e cigarro sobre a potência e/ou a fertilidade também são reversíveis? Nunca se pegou um indivíduo absolutamente adicto para fazer contagem de espermatozóides e verificar seis meses depois como estava a quantidade. Mas é claro que os efeitos dependem do tempo de uso, quantidade e sensibilidade individual a essas substâncias. Quanto maior o uso, maior o risco e menor a possibilidade de reversão. O que a gente vê no consultório com usuários de fins de semana de maconha e cocaína, por exemplo, é alteração na motilidade dos espermatozóides. Os espermatozóides “andam” mais devagar, diminuindo a probabilidade de engravidar. Quando detecto isso, peço para o paciente suspender a droga. Já as alterações causadas pelo cigarro e pelo álcool na potência sexual são geralmente irreversíveis. Podemos apenas interromper sua piora.Ou seja, o tratamento da infertilidade masculina e da impotência pode passar pela suspensão dessas substâncias que o senhor listou.Com certeza. E muitas vezes só isso basta para reverter o problema. Afinal, qual a receita para manter a potência sexual e a fertilidade?É a mesma receita para ter boa saúde física e mental: 1) Não abusar do álcool. O prazer se consegue com baixas doses; 2) Evitar as chamadas drogas ilícitas. Leia-se maconha, cocaína, heroína, crack, ecstasy; 3) Dar adeus ao tabagismo, qualquer que seja a sua idade. Sempre é tempo para parar e se beneficiar; 4) Evitar a obesidade ou emagrecer se estiver acima do peso. Ao combater a obesidade, por tabela, diminui-se o risco de impotência sexual e infertilidade masculina. A obesidade favorece ambas; 5) Controlar a pressão arterial, os níveis de colesterol e de “açúcar” no sangue. São medidas fundamentais para manter a integridade de nervos, artérias e vasos sangüíneos de todo o corpo, inclusive do pênis, ajudando a evitar disfunção erétil; 6) Praticar algum tipo de atividade física. Está comprovado que o homem que caminha 30 minutos, três vezes por semana, tem mais chance de manter a potência sexual do que aquele que não faz exercício.O que receitaria mais? Educação sexual. Não existe medida preventiva mais efetiva contra as disfunções sexuais. Todo homem tem medo potencial de ficar impotente. Não há como não ter. Mas, se entender como funciona a sexualidade, diminui a probabilidade de ter impotência por problemas psicológicos, que é a maior parte dos casos. Por exemplo, não se obrigar a um número x de relações sexuais só para cumprir calendário. Transar em condições adversas perturba o envolvimento erótico, portanto a ereção. Se falhar porque estava estressado, bebeu demais ou a garota, de repente, lhe desagradou, desencanar. Vai dormir, no dia seguinte levantará bem e terá uma relação sexual tranqüila. É vital também compreender e aceitar as alterações normais do desenvolvimento contínuo do homem. Alguns médicos preconizam avaliação preventiva de todo adolescente, visando principalmente à fertilidade. O senhor recomenda também? Com que finalidade aos 12, 13 anos vou fazer um diagnóstico de infertilidade? Isso é muito complicado. É melhor que ele descubra aos 25 ou 30 anos, ao não conseguir engravidar a parceira. Aí, já terá outra cabeça para enfrentar a dificuldade. Só é ético o diagnóstico precoce quando há o que fazer pelo paciente. Do contrário, para quê? Por outro lado, existem condições predisponentes como a varicocele, que quanto mais precocemente operada melhor. Portanto, é caso a caso.E avaliação pré-nupcial?Eu peço teste para sífilis, para os vírus da aids, das hepatites B e C e do papilomavírus humano (HPV), mas não peço espermograma. E eu explico ao paciente por quê. Suponhamos que o exame revele que você tem 12 milhões de espermatozóides por mililitro ejaculado em vez de 20 milhões. Aí, coloco em você uma etiqueta de infértil, criando uma situação de ansiedade, às vezes à toa. Se a mulher for superfértil, vocês vão ter três, quatro filhos, e nunca vão saber que você era infértil. Então para quê? Mais algum cuidado para manter a potência sexual e a fertilidade? Lavar diariamente o pênis com água e sabão. Com essa simples medida higiênica, previne-se o câncer de pênis, que está associado à pobreza e à higiene inadequada. O Brasil é o líder mundial, ultrapassou o Paraguai. É mais freqüente nos estados do Norte e Nordeste do Brasil.Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o Inca, o câncer de pênis não está entre os dez mais freqüentes na população masculina brasileira. Representaria 2% dos 234.570 previstos para 2006.A impressão da Sociedade Brasileira de Urologia é a de que a freqüência é maior. Pior: temos visto cada vez mais em jovens a partir dos 25 anos. Eu mesmo, há um mês, tive que tirar o pênis inteiro de um jovem por causa desse tumor, que é gravíssimo e se espalha rapidamente. Por isso, em 2006, a SBU fará um estudo para saber a real freqüência da doença. Em 2007, lançará uma campanha de prevenção. A meta é eliminar em dez anos o câncer de pênis no Brasil. Quer maneira mais efetiva de manter a fertilidade e a potência do que preservar o próximo órgão sexual? Portanto, lave bem o pênis, todos os dias.


Postado Por: viver criando às 5:21 PM


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